09-06-18

Queer Eye e a vulnerabilidade masculina


O feminismo luta por igualdade entre homens e mulheres, e claro de acordo com o lugar de onde estou, enxergo com muita facilidade de reivindicações para nós, mulheres. Porém, alguns dias atrás me indicaram a série Queer Eye, (mais uma) original Netflix, que na verdade é um reboot do reality show Queer Eye for the Straight Guy (2003) e essa série me mostrou um lado masculino que eu nunca havia me dado conta que existia.

“Homem não chora”. “Coisa de viado”. “Seja homem”. Desde pequenos, meninos são ensinados que mostrar vulnerabilidade não é coisa de homem. Porém, não demonstrar e não sentir são coisas totalmente distintas. Queer Eye deixa claro que homens tem muita a demonstrar, só não sabem como.

A série conta conta com 5 homens homossexuais, onde cada uma é especialista em uma área: Antoni Porowski, especialista em comida e vinho; Bobby Berk, o designer; Karamo Brown, é o cara da cultura cultura; Jonathan Van Ness, especialista em aparência; e, Tan France, que lidera o departamento de moda. Juntos, eles foram o Five Fab, onde juntos usam de todos seus poderes para em cada episódio ajudar um homem a se transformar no homem que ele quer ser.

O reality show deixa claro, clarissímo (eu chegaria até a dizer, transparente) o quanto o machismo afeta os homens. Queer Eye deixa transparecer como para um homem, mostrar vulnerabilidade é algo que não lhes foi ensinado; Se preocupar com aparência soa como se fosse um crime. A cada episódio, descobrimos um homem novo, um ser humano, com todas seus defeitos, anseios e receios, que foram se tornado pessoas envoltas de si mesmas, com medo de se abrir e se expressar. Indico para quem quer entender o assunto mais a fundo essa matéria maravilhosa do TAB UOL.

Eu juro, Queer Eye vai te fazer rir e chorar. E, você vai querer abraçar cada homem que passa pelo reality show.

A série está disponível no NetFlix, e por enquanto temos apenas a 1ª temporada, com 8 episódios. Mas, trago uma notícia boa: a estreia da 2ª já tem data de estreia: 15 de junho. Cá entre nós, junho vai ser um mês só de coisas boas, não é mesmo? Copa do Mundo,  Festa Junina e Queer Eye. Por enquanto, você pode ficar com o gostinho de quero mais de Queer Eye:

deixa um pouquinho de você comigo 💕
  1. em 21/06/2018

    Oiii!! Adorei a indicação da série e não só pela série em si, mas é um dos primeiros posts que eu leio indicando série que não tá “blogueirinha” sabe?! Mas sim trazendo um assunto relacionado a série e o seu ponto de vista. Eu super me interesse por temas assim, e como você, normalmente considero somente o lado da mulher. Nunca parei pra pensar em como o machismo afetaria um homem, até porque parecia ironia hahaha. Eu já tinha ouvido falar dessa série, mas por outros motivos e agora fiquei mesmo interessada. Beijos

  2. em 22/06/2018

    Oie, tudo bem? Faz um tempo que venho pensando nesse assunto. Desde muito tempo a sociedade diz que a mulher é sensível e o homem é o ser forte, provedor e nunca tem problemas ou medo. A verdade é que todos somos humanos, todos temos sentimentos, todos somos vulneráveis em algum momento de nossas vidas. Além do homem ter sentimentos por outro lado a mulher pode ser forte, determinada e também provedora da sua família. Gostei muito da indicação, ainda não conhecia. Beijos, Érika =^.^=